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Presença de alumínio no solo como fator limitante para a produtividade

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  • 21/02/2024

A preocupação com o uso de fertilizantes nos solos se justifica em certas situações. No entanto, torna-se crucial direcionar nossa atenção não apenas para a adição de nutrientes, mas também para a possível presença excessiva de elementos, especialmente o alumínio.

Para alcançar o máximo potencial produtivo das culturas na lavoura, é fundamental garantir a boa nutrição das plantas e o equilíbrio do solo.

Classifica-se o alumínio como um elemento tóxico para o desenvolvimento das plantas; portanto, sua presença no solo representa um aspecto indesejável para quem busca obter boas produtividades.

Diversas formas desse elemento podem existir no solo; contudo, a forma Al³ é comprovadamente tóxica, afetando inicialmente o crescimento das raízes de modo prejudicial.

Acidez do solo

Os solos brasileiros, em geral, apresentam natural acidez devido ao alto grau de intemperismo e à intensa lixiviação de bases.

A acidez figura entre os principais atributos químicos que influenciam o desenvolvimento das plantas, afetando a disponibilidade de quase todos os nutrientes. Existem dois tipos de acidez no solo: ativa e potencial.

Acidez ativa: representa-se pela atividade do H+ na solução do solo.

Acidez potencial: relaciona-se não apenas com os íons de hidrogênio na solução do solo, mas também com a presença de alumínio e outros cátions de hidrólise ácida (H+ e Al3+).

Vale lembrar que a acidez potencial é a soma da acidez trocável e da acidez não-trocável, ou seja, refere-se às formas trocáveis e não-trocáveis desses íons no solo.

Mensura-se a acidez do solo pelo pH (potencial hidrogeniônico) na escala de 0 a 14, com solos abaixo de 7 sendo ácidos e aqueles acima de 7, alcalinos. Dessa forma, o aumento do pH reduz a acidez do solo, enquanto a diminuição do pH a aumenta.

Caso não se controle adequadamente a acidez do solo, pode-se observar uma redução significativa no rendimento das culturas, resultando em perdas econômicas expressivas para os produtores e impactos negativos no ambiente.

À medida que o solo se torna mais ácido, aumenta-se a quantidade de alumínio solúvel no solo. Esse processo de acidificação se intensifica com a mineração e práticas agrícolas, como o uso de resíduos de plantas e fertilizantes nitrogenados e NPK.

Fatores que elevam teor de alumínio tóxico no solo:

A solubilidade do alumínio no solo, e consequentemente sua toxicidade, sofrem influência de vários fatores, como pH, tipo de argila predominante, concentração de sais na solução e teor de matéria orgânica do solo.

  • pH abaixo de 5,5
  • Compactação do solo
  • Intemperismo da argila

Em geral, a toxicidade do alumínio torna-se mais comum em solos com pH em água abaixo de 5,5, mas mostra-se particularmente severa em pH abaixo de 5, situação em que a solubilidade do alumínio aumenta acentuadamente.

Efeitos tóxicos do alumínio nas plantas:

Os sintomas da toxicidade do alumínio nem sempre são facilmente identificáveis. Os sintomas foliares podem assemelhar-se à deficiência de fósforo ou à deficiência de cálcio, embora possam variar entre espécies.

A redução na taxa de crescimento radicular em plantas sensíveis constitui o principal efeito de níveis tóxicos de alumínio, impactando o alongamento e a divisão celular. Essa limitação diminui a capacidade da planta de obter água e nutrientes do subsolo, devido ao enraizamento superficial, tornando-a menos produtiva e mais suscetível à seca.

As raízes danificadas por alumínio caracterizam-se por serem curtas, grossas e quebradiças, com poucas ramificações finas, sendo assim pouco eficientes na absorção de água e nutrientes do subsolo.

As ações fisiológicas e bioquímicas do alumínio na planta incluem:

  • Alterações na membrana das células da raiz;
  • Inibição da síntese de DNA e da divisão celular;
  • Inibição do alongamento celular;
  • Alterações na absorção de nutrientes e no balanço nutricional;
  • Efeito sobre a simbiose rizóbio/leguminosa.

Redução do alumínio tóxico no solo:

  • Calagem: a adição de calcário na camada de 0-20 centímetros é a prática mais comum para reduzir o alumínio tóxico no solo, pois o aumento do pH reduz a disponibilidade de alumínio tóxico.
  • Gessagem: o uso de gesso agrícola também pode ser eficaz, pois o enxofre se combina com o alumínio, tornando-o indisponível. O gesso atua em camadas mais profundas do solo do que o calcário, reduzindo o alumínio tóxico abaixo de 20 centímetros de profundidade. Importante ressaltar que o gesso não tem capacidade de aumentar o pH do solo.
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